A espaçonave Starship, o megafoguete da SpaceX, deve ficar perdida no mar após o 13º voo de teste da empresa, realizado em 24 de julho. Em post no X feito nesta sexta (7), o CEO da companhia, Elon Musk, afirmou que a recuperação da nave “não está indo bem” e que a equipe trava uma batalha contra as condições do oceano Índico para trazer o estágio superior de volta à costa.
O que aconteceu no voo 13
No teste, a nave de 52 metros, conhecida como Ship, fez a descida e pousou no mar pela primeira vez de forma controlada na história do programa, próxima à costa oeste da Austrália. Surpreendentemente, a nave sobreviveu ao impacto e permaneceu intacta, o que levou a SpaceX a tentar o reboque até o porto para inspeção.
Dias de mar agitado, porém, comprometeram a operação. “Infelizmente, a recuperação da nave não está indo bem agora. Ainda assim, conseguimos obter fotos de perto de regiões críticas do escudo térmico e dos motores para futuras melhorias”, escreveu Musk.
Uma missão histórica perdida no caminho
O voo 13 marcou também a primeira vez que a Starship, de 124 metros quando empilhada, conseguiu implantar satélites Starlink em órbita durante um teste. O sistema é o maior e mais potente foguete já construído, com as duas etapas projetadas para serem totalmente reutilizáveis.
| Marco | Resultado no voo 13 |
|---|---|
| Implantação de Starlink | Primeira vez com sucesso |
| Pouso suave no mar | Nave sobreviveu intacta ao amerrissagem |
| Recuperação do booster | Falhou, afundou no Golfo do México |
| Fotos do escudo térmico | Obtidas para protótipos futuros |
Na descida, o booster Super Heavy, com 33 motores Raptor, não conseguiu religar cinco motores no pouso e acabou caindo no mar em alta velocidade, repetindo um problema visto no voo anterior. Mesmo assim, o teste foi classificado como “épico” pela SpaceX e pela imprensa especializada.
O que o fracasso significa para o programa
A perda da nave em alto-mar não interrompe o calendário de testes, mas reduz a quantidade de dados que os engenheiros poderiam obter do veículo. O programa segue sendo essencial para os planos da NASA na Lua e da própria companhia rumo a Marte. No Brasil, o assunto acompanha a velha paixão do público pelos lançamentos da empresa.
Para entender o contexto espacial atual, vale acompanhar a primeira espaçonave com propulsão nuclear da NASA, planejada para Marte, e os avanços da corrida de foguetes reutilizáveis no mundo. As novidades do setor ficam na categoria Últimas Notícias.
