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Novo catalisador reduz em 75% o uso de platina em células de hidrogênio

catalisador hidrogênio sem platina

Cientistas do Instituto IMDEA Materials, na Espanha, desenvolveram um novo catalisador que reduz em 75% o uso de platina em células de combustível de hidrogênio, sem perder desempenho. A descoberta, divulgada no fim de semana, ataca um dos principais entraves para popularizar a tecnologia: o alto custo do metal precioso.

O problema da platina

As células de hidrogênio geram energia pela combinação de hidrogênio e oxigênio, reação que libera apenas água. Elas poderiam impulsionar carros, ônibus e fábricas sem emitir gases que aceleram as mudanças climáticas. O obstáculo é que a platina, usada como catalisador, é cara, sensível a variações de mercado e responde por cerca de metade do custo do sistema.

O catalisador dos pesquisadores espanhóis entrega a mesma eficiência energética do catalisador de platina pura, de acordo com o estudo publicado recentemente. A redução de 75% na quantidade do metal traz uma nova perspectiva de custo para veículos movidos a hidrogênio e outras aplicações industriais.

Uma corrida pelo catalisador perfeito

A busca por alternativas à platina mobiliza laboratórios no mundo todo. Pesquisadores da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, desenvolveram um suporte de carbono nanoestruturado que permite usar platina-cobalto em quantidade muito menor, mantendo 85% do desempenho após 150 mil ciclos de estresse em testes acelerados. Já a Universidade de Buffalo trava uma corrida por catalisadores à base de ferro, metal abundante e barato.

O caminho para o hidrogênio competitivo depende de superar essa barreira econômica e da construção de postos de abastecimento acessíveis, uma vez que os veículos a hidrogênio não são recarregados na tomada doméstica como os elétricos a bateria.

Impacto no custo dos veículos

Um carro a combustão típico de US$ 30 mil pode custar US$ 70 mil como veículo a célula de combustível, estimou o professor Gang Wu, da Universidade de Washington, citado em um dos estudos. Cortar a platina pela metade é uma das formas mais diretas de derrubar o preço final.

AbordagemInstituiçãoResultado
Catalisador com 75% menos platinaIMDEA (Espanha)Desempenho equivalente
Suporte de carbono nanoestruturadoWashU (EUA)85% após 150 mil ciclos
Catalisador de ferro estávelUniv. de Buffalo (EUA)Durabilidade recorde em teste

Os avanços podem viabilizar a adoção do hidrogênio em setores como transporte pesado, aviação e centros de dados, categorias que consomem energia de forma intensa. Para o consumidor, a tendência é que a tecnologia desça do papel e chegue a produtos viáveis nos próximos anos.

A aplicação prática dessas pesquisas faz parte do ecossistema de energia limpa que volta e meia aparece nas descobertas científicas sobre o planeta e em avanços recentes de física. Acompanhe as novidades na categoria Últimas Notícias do site.

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