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Falha grave no macOS permite controle remoto total; veja como se proteger

vulnerabilidade Macs exploração ativa

Uma vulnerabilidade de segurança grave no macOS está sendo explorada ativamente por cibercriminosos para assumir controle total de computadores Mac. O Centro Nacional de Segurança Cibernética dos Países Baixos (NCSC) confirmou que o ataque já afetou múltiplos sistemas com a porta 5900 exposta à internet, dando aos invasores acesso root e permitindo a instalação de mineradores de Monero.

O que é a vulnerabilidade CVE-2026-65400

A falha, identificada como CVE-2026-65400, afeta o serviço de Compartilhamento de Tela do macOS e possui gravidade 7,1 de 10. De acordo com o Ars Technica, o problema está na implementação do protocolo Secure Remote Password (SRP), que permite que um atacante se autentique sem possuir credenciais válidas. Isso significa que qualquer pessoa com acesso à porta 5900 pode conectar-se a um Mac remotamente e assumir o controle do sistema.

O pesquisador de segurança Calif confirmou que foi possível criar um exploit funcional em apenas quatro horas após a análise do patch da Apple. Segundo o especialista, dois bugs independentes foram encontrados no mesmo arquivo-fonte, ambos permitindo acesso remoto pré-autenticado com privilégios de root.

Como o ataque funciona

O Compartilhamento de Tela do macOS utiliza o daemon screensharingd, que roda com privilégios de root. Quando a porta 5900 fica exposta à internet — o que ocorre automaticamente quando o recurso é ativado —, um atacante pode explorar a falha de gerenciamento de estado para se autenticar sem senha. Com isso, o invasor obtém acesso total ao sistema, podendo ler e escrever arquivos arbitrários, instalar malware ou minerar criptomoedas.

De acordo com o Huntress, o PoC (prova de conceito) publicado por pesquisadores permite que um atacante execute código arbitrário sem precisar de credenciais. A única necessidade é conhecer o nome de usuário, informação que fica visível na tela de login do macOS.

Versões afetadas e correção

A Apple liberou atualizações de emergência em 6 de agosto de 2026 para corrigir a falha. As versões corrigidas são:

Versão do macOSBuild corrigidoVersões vulneráveis
Tahoe (macOS 26)26.6.126.6 e anteriores
Sequoia (macOS 15)15.7.915.7.8 e anteriores
Sonoma (macOS 14)14.8.914.8.8 e anteriores

Segundo o NCSC, todos os dispositivos Mac devem ser atualizados imediatamente. A Apple descreveu a correção como uma melhoria no gerenciamento de estado do serviço.

Como se proteger

A recomendação dos especialistas é desativar o Compartilhamento de Tela quando não estiver em uso. O recurso pode ser desligado em Ajustes do Sistema > Geral > Compartilhamento. Quando o uso for necessário, a melhor prática é conectar-se via VPN ou túnel SSH, em vez de expor a porta 5900 diretamente.

Caso não seja possível atualizar imediatamente, bloquear a porta 5900 no roteador ou firewall oferece uma camada adicional de proteção. No entanto, de acordo com o Huntress, isso não substitui a correção da Apple, pois a vulnerabilidade persiste no código do sistema.

Segundo os pesquisadores, o número de Macs com Compartilhamento de Tela exposto à internet pode ser maior do que o esperado, já que o serviço é ativado por padrão em algumas configurações. Verificar se o recurso está desativado é essencial para garantir a segurança do dispositivo.

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