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Movimento Stop Killing Games ganha força contra editores que desligam jogos online

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O movimento Stop Killing Games ganhou novo fôlego após a Ars Technica promover um debate ao vivo com Ross Scott, fundador da campanha que combate o desligamento de jogos online por editoras. A iniciativa, que já reuniu mais de 1,3 milhão de assinaturas na Cidadania Europeia, discute direitos do consumidor na era dos jogos como serviço.

O problema dos jogos como serviço

Quando uma editora decide desligar os servidores de um jogo online, o produto pode se tornar completamente inutilizável. Diferente de um jogo tradicional que continua funcionando após o lançamento, os títulos dependem de servidores autenticadores, matchmaking e infraestrutura online para funcionar. Quando os servidores desligam, o jogo simplesmente deixa de existir.

Segundo o site Stop Killing Games, a prática viola direitos do consumidor: “Se você compra um produto, ele não deveria se autodestruir”. Desde 2022, dezenas de jogos foram desligados ou removidos das lojas, tornando compras válidas completamente inúteis.

Jogos desligados em 2026

A lista de títulos encerrados em 2026 é preocupante. Entre os casos mais notáveis estão Anthem (EA/BioWare), The Sims Mobile (EA/Maxis), Fortnite Ballistic e Festival Battle Stage (Epic Games), Battlefield Hardline online (EA) e The Elder Scrolls: Blades (Bethesda). Em muitos casos, jogadores investiram anos de progresso e dinheiro que simplesmente desapareceram.

De acordo com a expcarry.com, o modelo de live-service atingiu um ponto de saturação. Dados mostram que mais da metade dos grandes títulos live-service de 2025 perderam entre 80% e 99% dos jogadores em poucos meses após o lançamento. A sobrecarga de battle passes, eventos diários e monetização agressiva tem afastado jogadores do modelo.

O que propõe o movimento

O Stop Killing Games não exige suporte indefinido dos jogos. A proposta é que, ao desligar um título, as editoras ofereçam uma versão offline ou abram o código para que a comunidade possa manter os servidores. No Parlamento Europeu, 45 deputados assinaram pedido de investigação sobre o tema, e nos Estados Unidos, o estado da Califórnia propôs legislação semelhante.

O debate continua acalorado, com a indústria argumentando que a obrigatoriedade de manter jogos funcionais seria custosa demais para estúdios menores. Segundo a Video Games Europe, associação que representa grandes publishers, as decisões de encerramento são “multifacetadas” e “nunca tomadas de ânimo leve”, mas precisam permanecer como opção viável.

Para os defensores do movimento, a questão é de princípios: quem paga por um jogo deveria ter o direito de continuar jogando. A discussão promete ganhar ainda mais espaço nos próximos meses, com novas rodadas de negociações no Parlamento Europeu.

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