Um laptop com 16GB de RAM pode ser melhor do que um modelo premium equipado com apenas 8GB, e um notebook da HP com preço acessível está provando esse argumento. O HP OmniBook, comercializado por cerca de US$ 520 (aproximadamente R$ 2.900) nos Estados Unidos, entrega desempenho surpreendente justamente por priorizar a memória RAM em vez de investir em processadores de última geração ou acabamento sofisticado.
Por que 16GB de RAM faz tanta diferença?
A memória RAM é o “espaço de trabalho” do computador. Quanto mais aplicativos o usuário abre simultaneamente, mais RAM é necessária para evitar travamentos e lentidão. Com 8GB, é comum o sistema operacional recorrer ao disco rígido como memória virtual, o que degrada drasticamente o desempenho. Segundo especialistas consultados pelo site The Verge, a diferença entre 8GB e 16GB é perceptível já no uso cotidiano: abas de navegador, planilhas e aplicativos de edição rodam sem engasgos.
O OmniBook da HP utiliza processador AMD Ryzen 5 da série 7000, tela de 15,6 polegadas em Full HD e armazenamento SSD de 512GB. Para um modelo na faixa de preço acessível, essas especificações são competitivas. O que realmente se destaca, porém, é a memória RAM de 16GB DDR5, que permite multitarefa sem perda de performance.
Comparação com laptops premium de 8GB
Vários notebooks considerados “premium” ainda são vendidos com apenas 8GB de RAM, especialmente em versões de entrada. Modelos de marcas reconhecidas como Dell, Lenovo e até a própria Apple oferecem configurações com 8GB em faixas de preço que podem ultrapassar US$ 1.000. Na prática, o usuário acaba pagando mais por design e marca, enquanto o hardware fica aquém do necessário para tarefas modernas.
Testes práticos mostraram que o OmniBook de US$ 520 consegue rodar mais de 20 abas do Google Chrome, com aplicativos como Spotify e Microsoft Teams abertos, sem apresentar quedas de desempenho. Notebooks com 8GB de RAM tendem a travar a partir de 12 a 15 abas, forçando o fechamento de processos em segundo plano.
O que isso significa para o consumidor brasileiro?
Embora o OmniBook não seja vendido oficialmente no Brasil, a lição é clara: ao comprar um notebook, priorizar a quantidade de RAM pode ser mais importante do que investir em processador de última geração. Especialistas recomendam no mínimo 16GB para qualquer pessoa que utilize o computador para trabalho, estudos ou entretenimento simultâneo.
Quem busca alternativas no mercado brasileiro pode considerar modelos da Samsung, Acer e Lenovo que oferecem 16GB de RAM na faixa de R$ 3.000 a R$ 4.000. A Samsung lançou recentemente novas TVs Mini LED com IA, e a marca tem investido também em laptops com configurações mais generosas de memória.
A tendência é que fabricantes abandonem gradualmente notebooks com 8GB de RAM, já que o Windows 11 e aplicativos modernos consomem cada vez mais recursos. Investir em 16GB hoje é uma garantia de que o equipamento vai acompanhar as necessidades dos próximos anos, sem precisar de upgrade prematuro.
