Pular para o conteúdo

Astrônomos descobrem ‘estrela de buraco negro’, um novo tipo de objeto cósmico detectado pelo James Webb

Estrela de buraco negro novo objeto cósmico

Astrônomos do MIT e de outras instituições descobriram um novo tipo de objeto astrophísico batizado de “estrela de buraco negro”, segundo artigo publicado na revista Nature em 12 de agosto de 2026. O objeto, chamado MoM-BH*-1, foi detectado pelo Telescópio Espacial James Webb (JWST) a 660 milhões de anos após o Big Bang, na constelação de Cetus, e desafia as classificações conhecidas de corpos celestes.

100 bilhões de vezes mais energia que uma estrela

O objeto se assemelha a uma enorme estrela do tamanho do sistema solar, mas emite aproximadamente 100 bilhões de vezes mais energia do que qualquer estrela pode produzir fisicamente, uma escala compatível com a de um buraco negro. A descoberta surpreendeu os pesquisadores, que inicialmente classificaram o sinal como um artefato de instrumentação antes de confirmar sua natureza incomum.

Segundo o autor principal Rohan Naidu, do MIT, a explicação mais provável é que se trata de uma nuvem extremamente densa de gás hidrogênio envolvendo um buraco negro supermassivo de aproximadamente 100.000 vezes a massa do Sol, que alimenta sua brilhância por meio de acreção super-Eddington — um processo onde o buraco negro absorve matéria a uma taxa que excede o limite teórico tradicional.

Resolução dos “pontos vermelhos” do universo primitivo

A descoberta pode explicar o mistério dos chamados “little red dots” (pontos vermelhos), centenas de objetos enigmáticos detectados pelo JWST em imagens do universo primitivo que vinham confundindo astrônomos desde 2024. “Cada ponto vermelho é compatível com ser uma estrela de buraco negro”, sugeriu Naidu, indicando que esse canal de formação de buracos negros massivos pode ser extremamente comum nas primeiras eras do universo.

O trabalho é considerado um dos resultados mais significativos do JWST até hoje, e reforça a importância do telescópio para revelar processos cósmicos que ocorreram bilhões de anos atrás. A pesquisa também levanta novas questões sobre como buracos negros supermassivos se formam tão cedo na história do universo, um tema que continua desafiando os modelos astrofísicos atuais.

Implicações para a astrofísica moderna

A existência de estrelas de buraco negro sugere que o universo primitivo pode ter sido mucho mais dinâmico do que se imaginava, com buracos negros supermassivos se formando e interagindo com gás em escalas de tempo relativamente curtas. Essa descoberta também tem relevância para a cosmolologia, pois ajuda a entender como as primeiras galáxias se formaram e evoluíram. Para quem deseja aprofundar no tema, nossa cobertura sobre estudos sobre a observação do espaço profundo oferece contexto adicional sobre como os astrônomos investigam os mistérios do cosmos.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *