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Delta investiga passageiro que criou rede Wi-Fi falsa durante voo nos EUA

Delta Wi-Fi falso voo segurança

A companhia aérea Delta Air Lines investiga a instalação de uma rede Wi-Fi falsa por um passageiro durante um voo de Las Vegas para Atlanta na segunda-feira (11). De acordo com a empresa, a tripulação desligou a rede legítima da aeronave por cerca de 30 minutos após o incidente, e os pilotos enviaram mensagens ao controle de tráfego aéreo informando a situação.

Segundo o porta-voz da Delta, Morgan Durrant, a segurança do voo “nunca esteve em questão” e nenhum sistema operacional da aeronave foi afetado. A empresa afirmou que está investigando o caso em parceria com autoridades federais e reguladores da aviação.

Como funcionou o ataque

Os pilotos relataram que um passageiro criou uma rede sem fio fraudulenta projetada para se passar pela rede legítima do avião. Embora não existam detalhes sobre o que foi feito com a rede falsa, ferramentas comerciais como o Wi-Fi Pineapple — um dispositivo projetado para testes de segurança — podem ser usadas para criar pontos de acesso falsos com relativa facilidade.

De acordo com os pilotos, alguns passageiros vinham participado de conferências de cibersegurança realizadas em Las Vegas na semana anterior. A polícia de Atlanta encaminhou as questões às autoridades federais, e a FAA afirmou que não recebeu relatório formal sobre o incidente. O FBI também não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário.

Como funcionou o ataque

Segundo os registros públicos de comunicação entre a cabine e o controle de tráfego aéreo, os pilotos descreveram que um passageiro “criou uma rede Wi-Fi golpista” projetada para imitar a rede legítima da aeronave. A mensagem foi transmitida por rádio durante o voo, e a tripulação decidiu desligar a rede sem fio oficial por cerca de 30 minutos como medida de precaução.

Embora não existam detalhes confirmados sobre o que foi feito com a rede falsa, ferramentas comerciais como o Wi-Fi Pineapple — um dispositivo projetado para testes de segurança — podem ser usadas para criar pontos de acesso falsos com relativa facilidade. Esses dispositivos são vendidos para profissionais de segurança auditar a segurança de empresas, ou para entusiastas que querem aprender sobre hacking.

Como se proteger em voos

Especialistas em segurança recomendam que os viajantes verifiquem sempre o nome exato da rede Wi-Fi fornecida pela companhia aérea antes de se conectarem. É importante confirmar o nome da rede com a tripulação, especialmente em voos longos. Outra dica é evitar acessos sensíveis — como contas bancárias, e-mails corporativos ou sistemas trabalhistas — durante voos quando a rede parece suspeita ou diferente do habitual.

O uso de VPN também é indicado como camada adicional de proteção, pois criptografa o tráfego mesmo quando conectado a redes potencialmente comprometidas. Especialistas recomendam ainda manter o sistema operacional e os aplicativos atualizados, e desativar a conexão automática a redes Wi-Fi desconhecidas nos dispositivos.

O caso reforça a importância da segurança em ambientes de viagem, onde redes abertas e mal configuradas são alvos frequentes de ataques. De acordo com a Ars Technica, incidentes semelhantes já foram relatados em eventos de tecnologia, onde participantes configuram redes falsas para demonstrar vulnerabilidades. Em contexto de voos, o risco é amplificado pelo número de passageiros conectados simultaneamente e pela dificuldade de verificar a autenticidade da rede oferecida.

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