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China tenta novo pouso de foguete reutilizável após explosão em teste

China pouso foguete reutilizável Zhuque-3

A empresa chinesa LandSpace tentará, na próxima segunda-feira (10), um novo pouso do primeiro estágio do foguete Zhuque-3, em mais um passo da corrida chinesa pelo desenvolvimento de veículos espaciais reutilizáveis. A missão está prevista para decolar do Centro de Lançamento de Jiuquan, no noroeste da China, e marcará a segunda tentativa da companhia de recuperar o propulsor do veículo.

O plano é colocar o segundo estágio em órbita e, em seguida, trazer o primeiro estágio de volta à Terra para um pouso controlado, permitindo que o foguete seja reutilizado em missões futuras — conceito semelhante ao do Falcon 9, da SpaceX. Trata-se da quarta tentativa da China de realizar o pouso de um propulsor orbital.

O histórico das tentativas chinesas

O caminho até aqui mistura fracassos e um marco histórico. Confira como foram as tentativas de recuperação de propulsores orbitais da China:

FogueteQuandoResultado
Zhuque-3 (LandSpace)Dezembro de 2025Segundo estágio em órbita; primeiro estágio explodiu no pouso
Longa Marcha 12A2026Explosão durante a descida
Longa Marcha 10BJulho de 2026Pouso com sucesso na primeira recuperação do país
Zhuque-3 (LandSpace)10 de agosto de 2026Segunda tentativa, ainda por acontecer

Em julho deste ano, o Longa Marcha 10B entrou para a história ao tornar a China o segundo país do mundo a realizar com sucesso o pouso de um propulsor orbital. Diferentemente do Falcon 9, que pousa em pernas extensíveis sobre uma plataforma, o veículo chinês usou um sistema de ganchos que capturaram uma rede presa a uma plataforma marítima.

Por que foguetes reutilizáveis importam

Foguetes reutilizáveis reduzem de forma considerável o custo de missões espaciais, ao preservar o componente mais caro do veículo — o motor — para voos futuros. A SpaceX, pioneira na técnica desde 2015, hoje lança o Falcon 9 cerca de 150 vezes por ano, reutilizando seus propulsores dezenas de vezes.

A China investe há quase uma década no desenvolvimento dessa tecnologia, que é essencial para reduzir os custos das constelações de satélites comerciais do país e para apoiar o programa lunar tripulado previsto para antes de 2030.

O que esperar da missão de segunda-feira

Antes do novo voo, a LandSpace realizou, em 29 de junho, um teste estático de ignição dos motores, que, segundo a empresa, teve todos os resultados dentro do esperado. Um pouso bem-sucedido colocaria a China em uma posição ainda mais confortável na disputa espacial, embora a reutilização repetida dos propulsores ainda precise ser comprovada.

O contexto espacial está movimentado: a NASA trabalha para resgatar seu observatório orbital em queda, enquanto a SpaceX deixou sua marca em uma cratera na Lua. Acompanhe o desfecho da missão do Zhuque-3 e outras novidades de ciência no nosso canal de Últimas Notícias. A cobertura completa está na CNN Brasil.

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