Pessoas que tomam café tendem a ter mais massa muscular, menos gordura corporal e um perfil hormonal diferente das que não consomem a bebida, de acordo com um estudo divulgado pela Super. Os resultados reforçam o interesse da ciência pelos efeitos da cafeína muito além do estímulo matinal.
O que os dados mostraram
Os pesquisadores analisaram a composição corporal e os níveis hormonais de participantes divididos entre quem consome café de forma regular e quem não consome. A comparação revelou diferenças consistentes no percentual de músculo e de gordura entre os grupos.
Conforme o estudo, também foram observadas variações em hormônios relacionados ao metabolismo. Os autores destacam que o resultado aponta uma associação interessante, embora não prove, por si só, causa e efeito direto.
Um papel além do despertar
Há tempos a cafeína é estudada por seu efeito na energia e no desempenho físico. O novo trabalho sugere que o consumo regular de café pode estar ligado a um corpo mais enxuto e muscular, o que amplia o debate sobre o papel da bebida em um estilo de vida saudável.
A investigação faz parte de um movimento maior da ciência para entender como hábitos comuns influenciam o corpo e a mente, tema que também ganhou atenção em estudos sobre atenção e criatividade associadas ao diagnóstico de TDAH.
Limites e próximos passos
Os cientistas ressaltam que a relação ainda precisa ser confirmada por experimentos controlados, já que quem toma café pode ter outros hábitos que explicam a diferença. A equipe pretende acompanhar os voluntários por mais tempo e avaliar intervalos de consumo — inclusive para separar o efeito da bebida do restante da dieta.
Se confirmado o efeito, a descoberta abre caminho para recomendações mais específicas sobre a bebida como parte de rotinas de exercício e de controle de peso, dando ainda mais motivos ao brasileiro para valorizar o cafezinho de todo dia. A novidade reforça como a genética e os hábitos moldam o corpo, fenômeno que os estudos sobre os denisovanos também ajudam a explicar.
