Rússia e Europa estão avançando na criação de suas próprias constelações de satélites para rivalizar com a Starlink, da SpaceX, segundo a revista Super. O objetivo é garantir soberania no acesso à internet de alta velocidade por satélite, hoje dominado pela empresa de Elon Musk.
A corrida pela internet via satélite
O modelo de internet via satélite em órbita baixa mudou a forma como o mundo se conecta. A Starlink lidera o setor, com milhares de satélites em operação e cobertura global. Essa dominância, porém, preocupa governos que dependem, hoje, de uma infraestrutura controlada por uma empresa estrangeira.
Para reduzir essa dependência, países europeus e a Rússia passaram a investir em programas próprios. A ideia é garantir que cidadãos, empresas e forças armadas tenham acesso à comunicação por satélite sem ficarem reféns de um único provedor.
Europa investe em soberania digital
A União Europeia planeja uma constelação própria que deve oferecer conectividade segura para governos e serviços públicos. Conforme análises do setor, o projeto ganhou força após episódios que evidenciaram o risco de depender de infraestrutura controlada por terceiros, inclusive em contextos de crise e de conflitos.
O esforço europeu é visto como uma questão estratégica, não apenas comercial. Garantir canais próprios de comunicação é considerado essencial para a autonomia do bloco em um cenário geopolítico cada vez mais tenso.
A aposta russa
A Rússia também corre para montar sua constelação de satélites de internet. O país busca, com o programa, oferecer conectividade em regiões remotas e reduzir a exposição a tecnologias de provedores estrangeiros.
Especialistas apontam, porém, que o desafio não é pequeno. Lançar e manter milhares de satélites exige investimento pesado, mão de obra especializada e infraestrutura de lançamento, áreas nas quais os programas rivais ainda correm atrás do prejuízo frente à SpaceX.
Disputa no espaço e tecnologias novas
A disputa pelas órbitas baixas acontece em um momento de grandes avanços na exploração espacial, com novas missões e tecnologias sendo testadas ao redor do mundo. A competição entre constelações de satélites se soma a outros campos da chamada nova corrida espacial, que envolve governos e empresas privadas.
Para o brasileiro comum, o desfecho dessa corrida pode significar mais opções de internet em áreas rurais e remotas, além de preços potencialmente mais competitivos. A disputa por conectividade via satélite, no fim, tende a beneficiar justamente quem hoje tem menos acesso à rede.
Impacto para os próximos anos
Espera-se que as primeiras constelações rivais comecem a operar nos próximos anos. O ritmo de cada programa dependerá de financiamento, lançamentos bem-sucedidos e da capacidade de cada região de sustentar a operação no longo prazo.
O futuro da internet via satélite, portanto, não deve pertencer a um único nome, mas sim a um mercado com vários competidores buscando espaço — literalmente — em órbita.
