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Pocket encerra atividades: veja as melhores alternativas para ler depois

Pocket app leitura alternativas

O aplicativo Pocket, ferramenta de leitura criada pela Mozilla para salvar artigos da internet e ler depois, encerrou suas atividades definitivamente. O app, que foi adquirido pela empresa em 2017, deixou de funcionar nesta quarta-feira (14), e os usuários até 8 de outubro de 2025 para exportar seus dados salvos, incluindo listas, arquivos, favoritos, anotações e destaques.

A decisão, anunciada em maio de 2025, justificou-se pela mudança nos hábitos de navegação dos usuários, segundo a Mozilla. O encerramento gerou uma corrida entre aplicativos concorrentes para ocupar o espaço deixado pelo Pocket, que foi um dos pioneiros no segmento de “ler depois”.

As principais alternativas ao Pocket

A Matter, empresa apoiada pelo GV, oferece um aplicativo iOS com extensões para Chrome, Safari e Firefox. O app permite ouvir artigos e transcrever podcasts, além de contar com um assistente de IA para responder perguntas durante a leitura. A versão gratuita é funcional, mas uma assinatura de US$ 79,99 por ano desbloqueia recursos como transcrições aprimoradas e integrações com apps de anotações, Gmail e Kindle.

O Instapaper, criado em 2008 pelo desenvolvedor Marco Arment, é um dos mais antigos do segmento. Disponível para iOS e Android, permite salvar artigos e vídeos ilimitados sem custo. Por US$ 59,99 por ano, o usuário ganha acesso a arquivos permanentes, playlists de text-to-speech, pesquisa em texto completo e envio de artigos para o Kindle.

A Raindrop.io funciona como um gerenciador de bookmarks com aplicativos móveis para leitura offline. A versão gratuita oferece salvamento ilimitado de links com integrações ao Zapier e IFTTT. O plano premium, por US$ 33 por ano, inclui sugestões de IA para organizar conteúdo, pesquisa em texto completo e alertas para bookmarks.

Opções indie e open source

O Plinky, criado pelo ex-engenheiro do Twitter Joe Fabisevich, permite salvar e categorizar qualquer tipo de link — artigos, vídeos, receitas e memes. O app está disponível em todas as plataformas Apple com extensões de navegador. A versão gratuita limita a 50 links, três pastas e cinco tags. A versão Pro, por US$ 3,99 por mês ou US$ 39,99 por ano, remove todas as restrições.

A Wallabag é uma opção open source disponível para iOS, Android e web, com suporte a e-readers como Kindle e Kobo. O app permite salvar artigos para leitura offline e exportar dados em diversos formatos, incluindo PDF, ePUB e HTML. A assinatura hospedada custa US$ 11 por ano e financia o desenvolvimento open source.

A Readeck também é open source e funciona como extensão de navegador para salvar conteúdo web, incluindo vídeos, fotos e artigos. O app permite destacar textos, exportar para formato e-book e salvar transcrições de vídeos.

Recursos de IA e organização avançada

A Readwise Reader, lançada em 2021, permite importar feeds RSS, vídeos do YouTube, threads do Twitter e mais. O app integra-se com ferramentas de gestão de conhecimento como Obsidian, Notion e Evernote, e conta com assistente de IA. A assinatura de US$ 9,99 por mês inclui acesso ao Reader.

O Recall funciona como extensão de navegador e aplicativo móvel, usando IA para resumir, categorizar e reexibir conteúdo automaticamente. A versão gratuita permite até 10 resumos gerados por IA, e o plano de US$ 7 por mês oferece resumos ilimitados.

O Karakeep, aplicativo open source para iOS e Android, usa IA para taggear automaticamente itens salvos e facilitar a recuperação. O app suporta listas, ações em massa, modo escuro e pesquisa em texto completo.

Impacto no hábito de leitura dos brasileiros

O encerramento do Pocket reflete uma tendência de consolidação no mercado de aplicativos de leitura. Para os brasileiros que dependiam da ferramenta, a migração para alternativas como Matter, Instapaper ou Raindrop.io pode representar uma curva de aprendizado, mas garante a continuidade do hábito de salvar e organizar conteúdo para leitura posterior.

A Mozilla indicou que a decisão está alinhada com a mudança nos padrões de consumo de conteúdo, com cada vez mais usuários acessando notícias e artigos por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens em vez de navegadores tradicionais.

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