O Google anunciou na terça-feira (12) o Pixel Tag, seu primeiro rastreador de itens pessoais e rival direto do AirTag da Apple. Com preço de US$ 29 (cerca de R$ 170) para uma unidade e US$ 99 para um pacote de quatro, o dispositivo marca a entrada oficial da empresa no mercado de trackers — mesmo preço praticado pela Apple. O lançamento está previsto para novembro de 2026.
Design e especificações
Diferentemente do formato circular do AirTag, o Pixel Tag tem formato oval e alongado, semelhante a um monitor de atividades sem a alça. Ele é feito de aço inoxidável, resistente a água e poeira com certificação IP67, e possui um alto-falante embutido que emite um som quando o item rastreado está perdido. Uma peculiaridade em relação ao concorrente da Apple é a presença de um botão físico que pode acionar um som no smartphone conectado — recurso ausente no AirTag.
O rastreador funciona com bateria substituível com duração de até um ano e utiliza Bluetooth 6 e Ultra Wideband (UWB) para localização precisa. O Pixel Tag é compatível com dispositivos Android que rodam Android 9 ou superior e pode ser rastreado pelo aplicativo Find Hub. O Google também incluiu proteções contra rastreamento indesejado: dispositivos Android emitem alertas quando um tag desconhecido é detectado viajando junto. Essas proteções são interoperáveis com a Apple, de modo que usuários de iPhone recebem alertas sobre Pixel Tags próximos e vice-versa.
Rede Find Hub: mais de 1 bilhão de dispositivos
A grande vantagem competitiva do Pixel Tag é a integração com a rede Find Hub do Google, que utiliza os sinais Bluetooth de mais de 1 bilhão de dispositivos Android ao redor do mundo para localizar itens perdidos. Segundo o Google, a rede cresceu significativamente nos últimos dois anos, desde que a empresa implementou o sistema de rastreamento de itens que foi utilizado por dispositivos de terceiros antes do lançamento do Pixel Tag.
A funcionalidade de localização por proximidade funciona quando o item está fora de alcance do Bluetooth, mas ainda visível pela UWB — uma seta direcional na tela guia o usuário até a peça perdida. Para quando o item está totalmente fora de alcance, a rede de dispositivos Android se encarrega de detectar o sinal e transmitir a localização. O Google também permite compartilhar a localização de um item com múltiplas pessoas.
Pixel Tag vs. AirTag: principais diferenças
A competição entre os dois trackers segue o mesmo padrão de preços, mas o Pixel Tag traz algumas diferenças técnicas. Enquanto o AirTag 2 da Apple também custa US$ 29 e inclui UWB, o Pixel Tag se destaca pelo botão físico que pode tocar o smartphone — um recurso que os usuários do AirTag não têm sem acessórios externos. Por outro lado, o Pixel Tag não possui ponto de fixação embutido, exigindo acessórios separados para fixação em chaves ou bolsas, assim como o AirTag.
A escolha entre um e outro Depende basicamente do ecossistema: usuários Android terão no Pixel Tag a opção nativa e mais integrada, enquanto iPhone users já contam com o AirTag como parte do Find My. Segundo a HowToGeek, a questão pode se resumir à confiabilidade da rede de cada fabricante — o Find My da Apple ainda é considerado mais denso em muitas regiões, mas a vantagem do Google está na escala de dispositivos Android em todo o mundo.
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