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Dieta baixa em proteína com equilíbrio de aminoácidos promete envelhecimento mais saudável

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Uma nova pesquisa da Universidade do Sul da Califórnia (USC), publicada na revista Cell Metabolism, sugere que a chave para um envelhecimento mais saudável pode não estar em comer menos, mas no equilíbrio correto de proteínas e aminoácidos. De acordo com os cientistas, camundongos idosos alimentados com uma dieta baixa em proteína e suplementada com metionina viveram mais tempo, tornaram-se menos frágeis e perderam gordura corporal sem perder massa magra.

A metionina é um aminoácido essencial, o que significa que o corpo precisa dele, mas não consegue produzi-lo sozinho. Ela é encontrada em alimentos como ovos, carnes, laticínios, peixes, legumes, nozes e sementes. Demais pode ser prejudicial, mas o estudo indica que quantidades elevadas podem anular os benefícios de uma dieta voltada para a longevidade.

Dieta inspirada em populações de longa vida

O modelo dietético testado — batizado de LDMM (Longevity Diet with Methionine Modulation) — foi inspirado nos padrões alimentares de populações que vivem mais, como as dietas mediterrânica e de Okinawa. Essas dietas tendem a enfatizar alimentos vegetais, consumo moderado de proteínas e restrição de alimentos de origem animal.

Os pesquisadores compararam camundongos com 20 meses de idade alimentados com a LDMM contra animais em dietas padrão, ocidentais (ricas em gorduras e açúcares) ou cetogênicas. Os camundongos da LDMM apresentaram maior período de vida saudável, menor massa gorda e menos sinais de fragilidade — mesmo comendo tanto quanto ou mais que os outros grupos.

GLP-1 e FGF21: moléculas-chave

Os animais também mostraram sinais de melhora metabólica, incluindo níveis mais altos de GLP-1 e FGF21, moléculas sinalizadoras envolvidas no apetite, regulação da glicose, metabolismo e envelhecimento. O GLP-1 é especialmente relevante porque é o mesmo caminho biológico alvo de medicamentos amplamente discutidos para perda de peso e diabetes, embora o estudo não tenha testado essas medicações.

Em dados humanos, os pesquisadores analisaram informações dietéticas e de saúde de mais de 200 mil pessoas e descobriram que aqueles que consumiam mais proteína animal — e, portanto, mais metionina e outros aminoácidos essenciais — apresentavam mais obesidade e taxa de diabetes duas vezes maior do que pessoas que consumiam pouca ou nenhuma proteína animal.

Próximos passos

De acordo com Valter Longo, autor principal do estudo, os resultados indicam que a ingestão total de proteína pode ser menos importante do que a ingestão de aminoácidos específicos. No entanto, o estudo é pré-clínico e os dados humanos são observacionais — não comprovam causalidade. O próximo passo será um ensaio clínico controlado em humanos.

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