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Sony é processada em 5 países por monopólio digital da PlayStation Store

Sony processada monopólio PlayStation Store discos

A Sony Interactive Entertainment enfrenta processos e reclamações por práticas anticompetitivas em cinco países: Estados Unidos, Reino Unido, Países Baixos, Portugal e México. As ações apontam que a empresa usa o controle sobre a PlayStation Store para eliminar a concorrência e inflar os preços dos jogos digitais. O cenário se agravou após o anúncio do encerramento da produção de mídias físicas, previsto para o início de 2028.

O argumento central das ações é que a Sony removeu, em 2019, a venda de códigos de download digital em varejistas físicos. A partir daí, a PlayStation Store passou a ser o único canal de compra de jogos digitais no ecossistema. Sem a concorrência de grandes varejistas, a empresa mantém uma comissão de 30% sobre todas as vendas e pode ditar os preços sem pressão externa.

Quais são as acusações em cada país

Nos Estados Unidos, o caso Caccuri v. Sony Interactive Entertainment alega que a falta de concorrência resultou em preços até 74% superiores aos praticados para discos físicos em lojas de varejo. No Reino Unido, a ação se assemelha às disputas da Epic Games contra a Apple, focando na criação de um ecossistema fechado.

Nos Países Baixos, o grupo Stichting Massaschade & Consument afirma que o fim das mídias físicas elimina a última barreira de preço competitivo, extinguindo o mercado de jogos usados. No México, a contestação partiu de representantes políticos, com queixa registrada na Comissão Nacional de Defesa da Concorrência. Em Portugal, as reclamações seguem o mesmo padrão das demais.

O fim dos discos e o “monopólio digital”

A transição para um futuro sem discos, prevista para se consolidar em 2028, é o ponto central das queixas mais recentes. Sem mídia física, a PlayStation Store se torna a única via para novos títulos, e a Sony passa a decidir o valor de cada jogo e o tempo de acesso do consumidor, já que a propriedade digital é limitada por termos de serviço.

Estudos econômicos citados nas ações indicam que consumidores pagam, em média, 47% a mais por versões digitais do que pelo mesmo jogo em disco, mesmo com custos de distribuição menores para a Sony. O movimento também elimina a revenda de usados, que historicamente exercia pressão sobre os preços.

Precedentes e impactos

No fim de 2024, a Sony concordou em pagar US$ 7,85 milhões em um acordo em ação coletiva nos Estados Unidos, sem admitir irregularidades. O novo conjunto de processos, porém, chega em um momento delicado: ao mesmo tempo em que encerra os discos, a empresa removeu recentemente mais de 500 filmes das bibliotecas de usuários por fim de contratos de licenciamento, reforçando o debate sobre a fragilidade das compras digitais.

Para o consumidor brasileiro, o caso serve de alerta sobre os riscos de uma transição total para o digital. Enquanto isso, a concorrência segue caminhos distintos: o Nintendo Switch 2 reafirmou o compromisso com cartuchos físicos, e o Xbox estuda sistemas de conversão de discos.

Continue acompanhando as novidades de tecnologia e games no nosso canal de Últimas Notícias e veja também o aumento de preço do Nintendo Switch 2 no Brasil.

Mais informações estão no levantamento do GameVicio e na análise do Última Ficha.

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