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Missão de resgate do observatório Swift da NASA enfrenta problemas

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Missão resgate observatório Swift NASA

A missão que tenta salvar o Observatório Neil Gehrels Swift, da NASA, de cair na Terra enfrenta problemas: o satélite robótico LINK, lançado para capturar o telescópio e elevar sua órbita, começou a girar descontroladamente e perdeu duas de suas três rodas de reação. Mesmo assim, as equipes acreditam que ainda há caminho possível para completar o resgate inédito.

Por que a Swift precisa de socorro

A Swift é um dos telescópios mais produtivos da história da NASA. Em órbita há quase 22 anos, ela funciona como o “primeiro a responder” da agência no espaço: consegue girar rapidamente para apontar para explosões cósmicas quase em qualquer lugar do céu em questão de minutos, algo que telescópios como o Hubble levam pelo menos um dia para fazer.

O problema começou com a intensa atividade solar iniciada em 2024, que aqueceu e expandiu a atmosfera terrestre, aumentando o arrasto sobre satélites em órbita baixa. Sem intervenção, a Swift entraria na atmosfera e se desintegraria ainda em 2026. A NASA então contratou a Katalyst Space Technologies, do Arizona, para construir o LINK — um pequeno satélite com três braços robóticos capaz de capturar a Swift e empurrá-la de volta para uma órbita mais alta.

A missão LINK

O LINK foi do contrato ao lançamento em apenas nove meses, com orçamento de US$ 30 milhões. Ele decolou das Ilhas Marshall em 3 de julho, num feito inédito: é a primeira vez que uma espaçonave robótica comercial tenta capturar um satélite da NASA que não foi projetado para ser consertado em órbita. O plano era se aproximar, fotografar a Swift para escolher os melhores pontos de ancoragem e, depois de agarrá-la, disparar propulsores de xenônio para elevá-la à altitude original de cerca de 600 quilômetros, ao longo de dois a três meses.

O que deu errado

Os primeiros marcos foram cumpridos: painéis solares abertos e propulsores testados. Mas por volta de 25 de julho o LINK começou a girar, causando perda temporária de comunicação. A investigação mostrou que duas das três rodas de reação — responsáveis por controlar a orientação da espaçonave — não funcionam mais, e o sistema de propulsores de gás frio perdeu parte da funcionalidade.

A equipe conseguiu reduzir a rotação para 1,47 graus por segundo, e a Katalyst afirma que está trabalhando para restaurar a orientação com uma atualização de software. O plano agora é usar os propulsores de xenônio para estabilizar o LINK e, depois, contornar o hardware defeituoso. O sobrevoo de reconhecimento da Swift, previsto para o fim de julho, foi adiado em cerca de um mês.

Há esperança?

“Tudo isso é desafiador e arriscado”, disse Kieran Wilson, investigador principal do LINK, em junho. “Muitas espaçonaves com ciclos de desenvolvimento muito mais longos e mais financiamento falharam por motivos banais.” A NASA confirmou que existem “caminhos potenciais para o impulso” e trabalha em “abordagens revisadas e inovadoras” com a Katalyst.

A Swift está com as observações científicas pausadas para economizar energia, mas pode voltar a operar no outono se o resgate for bem-sucedido — e ganhar até outra década de vida. Se der certo, a técnica poderá ser usada no futuro para salvar outros telescópios, incluindo o Hubble. Acompanhe as notícias de ciência no Casa do Barreado para saber o desfecho.

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