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Google Notebook com IA agora permite conversar com os livros que você comprou

Google Notebook Gemini interação com livros comprados

A Google liberou um recurso que aproxima o Gemini Notebook dos livros. O app de notas com inteligência artificial agora permite importar títulos comprados na Google Play Books e interagir com o conteúdo. Com a novidade, chamada de “Expert Intelligence”, o usuário pode fazer perguntas sobre o material e ainda gerar planos, infográficos e até podcasts criados por IA a partir da leitura.

O que o recurso faz

Na prática, o recurso coloca o livro inteiro dentro da conversa com o modelo de linguagem. Você pode, por exemplo, pedir para a ferramenta criar uma receita usando as ideias de um livro de culinária ou perguntar como conduzir uma conversa difícil no trabalho com base em um manual de gestão. Também dá para visualizar o texto completo da obra direto no Gemini Notebook.

Durante uma apresentação à imprensa, o diretor editorial do Google Labs, Steven Johnson, mostrou o recurso gerando um livro de receitas a partir das informações de um título de alimentação saudável. Em outro exemplo, a ferramenta aplicou conceitos de um livro sobre gestão para responder uma pergunta sobre como lidar com uma conversa complicada com um funcionário.

Catálogo de lançamento

Para começar, mais de 100 mil livros de editoras como Penguin Random House, a Johns Hopkins Press, Macmillan e a O’Reilly Media oferecem suporte ao Expert Intelligence. A Google também trabalhou com 15 autores, incluindo Steven Pinker e Jennifer Wallace, para criar “Featured Notebooks”, cadernos personalizados com material adicional e cartas de introdução.

Títulos que funcionam com a novidade passam a exibir o selo “Gemini Notebook” dentro da loja da Google Play Books. A companhia ainda construiu proteções para impedir que outros usuários acessem materiais de livros que não compraram.

Inteligência artificial aplicada à leitura

A proposta da Google é transformar o Gemini Notebook em uma espécie de assessor pessoal. “Estou muito interessado na ideia de construir uma coleção de pessoas cujo trabalho você realmente valoriza e criar seu próprio time dos sonhos de conselheiros, disponíveis onde quer que você vá”, afirmou Johnson.

O movimento reforça a aposta da companhia em integrar inteligência artificial a ferramentas de uso cotidiano. Essa estratégia aparece em outras frentes, como os esforços recentes da empresa para expandir o uso de modelos de IA em aplicativos do sistema e na aposta em recursos capazes de atuar diretamente no aparelho do usuário.

Disponibilidade

O recurso foi anunciado nesta semana, mas a liberação para todos os usuários tende a ser gradual. A fábrica de novidades da Google costuma testar primeiro com públicos selecionados antes de abrir a opção em massa. O acesso depende, ainda, de o usuário possuir o título no Google Play Books.

Para quem acompanha o mercado de IA, a novidade reforça como os modelos de linguagem passaram a lidar com obras longas e contextos extensos. A tendência, segundo analistas e empresas do setor, é que a leitura assistida cresça rapidamente, tornando o livro digital um ponto de partida para conversas, estudos e criação de conteúdo.

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