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Astrônomos descobrem estrela escondida orbitando Betelgeuse

Astrônomos descobrem estrela escondida orbitando Betelgeuse

Astrônomos anunciaram a descoberta de uma estrela escondida que orbita Betelgeuse, uma das gigantes vermelhas mais famosas do céu noturno. Segundo o estudo divulgado pelo SciTechDaily, uma das pesquisadoras chegou a se surpreender com o achado, que muda parte do que se sabia sobre a estrela do canto da constelação de Órion.

O que foi encontrado

Analisando o brilho da gigante vermelha, os pesquisadores notaram variações que não batiam com o comportamento esperado de uma única estrela. A melhor explicação, conforme os cálculos, é a presença de uma companheira oculta se movendo ao redor de Betelgeuse.

A estrela nova seria bem menor e mais discreta, por isso passou tanto tempo despercebida. Foi preciso combinar observações de vários períodos para perceber a influência gravitacional que ela exerce sobre a gigante.

Por que Betelgeuse é importante

Betelgeuse está entre as estrelas mais próximas que podem explodir como supernova em algum momento. Qualquer detalhe novo sobre ela ajuda a entender melhor o ciclo de vida desses corpos gigantes e o que acontece no fim dessa trajetória.

A descoberta se soma a outras em órbita na mesma região. Cientistas já mapearam uma estrela que gira a uma velocidade recorde em torno de um buraco negro supermassivo no centro da Via Láctea, mostrando como duplas e sistemas gravitacionais complexos são comuns no cosmos.

Céu mapeado em detalhes

Telescópios cada vez mais sensíveis têm revelado objetos que antes eram invisíveis. O Telescópio Espacial James Webb, por exemplo, já flagrou estruturas que desafiam o modelo atual da formação estelar, e novas missões estão a caminho para ampliar ainda mais esse mapa.

Para os astrônomos, a existência de uma companheira escondida ajuda a explicar também oscilações de brilho que intrigavam há décadas. O dado abre caminho para novas simulações sobre a formação e a evolução do sistema de Betelgeuse e de outras estrelas semelhantes.

Próximos passos

Os pesquisadores pretendem refinar os dados com novas observações ao longo dos próximos meses. Quanto mais vezes a estrela companheira for registrada, mais preciso fica o cálculo de sua órbita e de sua massa real, aproximando a ciência de uma imagem mais completa de um dos espetáculos mais lendários do céu.

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