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Cientistas descobrem a estrela mais rápida da Via Láctea, que orbita um buraco negro supermassivo

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Cientistas descobriram a estrela mais rápida já registrada na Via Láctea, que viaja a impressionante velocidade de 25 mil quilômetros por segundo ao redor do buraco negro supermassivo no centro da nossa galáxia. Segundo o estudo publicado na revista Nature Astronomy, a estrela, batizada de S4716, completa uma órbita ao redor de Sagitário A* a cada quatro anos.

Como a descoberta foi feita

A pesquisa foi conduzida por uma equipe de astrônomos da Universidade de Colônia, na Alemanha, que utilizou dados do telescópio Very Large Telescope (VLT), localizado no Chile. De acordo com o líder do estudo, o professor Bin Chen, a estrela foi identificada após quatro anos de observações contínuas.

Sagitário A* é o buraco negro supermassivo que se encontra no centro da Via Láctea, com massa equivalente a 4 milhões de sóis. Segundo os pesquisadores, a estrela S4716 se aproxima do buraco negro a uma distância de apenas 100 unidades astronômicas, o que a torna a estrela conhecida mais próxima de um buraco negro supermassivo.

Importância da descoberta

A descoberta da S4716 é significativa porque ajuda os cientistas a entender melhor como as estrelas se comportam em campos gravitacionais extremos. De acordo com o professor Chen, “estudar estrelas em órbitas tão próximas de buracos negros nos permite testar a teoria da relatividade geral de Einstein em condições jamais observadas antes”.

Segundo dados do European Southern Observatory (ESO), existem pelo menos 30 estrelas catalogadas que orbitam Sagitário A* em distâncias inferiores a 1.000 unidades astronômicas. A S4716, porém, se destaca por combinar alta velocidade com proximidade extrema ao buraco negro.

O que sabemos sobre a Via Láctea

A Via Láctea é a galáxia que abriga nosso sistema solar, com aproximadamente 200 bilhões de estrelas distribuídas em um disco com 100 mil anos-luz de diâmetro. Segundo estimativas recentes, a galáxia completa uma rotação a cada 230 milhões de anos, uma período conhecido como “ano galáctico”.

A presença de buracos negros supermassivos no centro de galáxias é um fenômeno bem documentado pela astronomia. De acordo com estudos anteriores, quase todas as galáxias espirais possuem um buraco negro central, mas as interações com estrelas próximas ainda são pouco compreendidas.

Próximos passos

A equipe de pesquisadores pretende continuar monitorando a S4716 nos próximos anos para mapear sua órbita completa. De acordo com o ESO, o telescópio Extremely Large Telescope (ELT), que deve entrar em operação em 2028, terá capacidade de detectar estrelas ainda menores e mais distantes no centro da galáxia.

Para quem acompanha descobertas astronomias, vale conferir como a explosão solar escondida expôs falha em previsão do clima espacial e como a lua de Marte pode ter mudado de forma devido a impacto violento.

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