Gavião Peixoto, município de aproximadamente 4,7 mil habitantes no interior de São Paulo, conquistou pela terceira vez consecutiva a melhor classificação no Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026. Com nota 73,10 em escala de 0 a 100, a cidade pequena da região de Araraquara superou todas as outras 5.569 cidades avaliadas pelo estudo, que analisa 57 indicadores sociais e ambientais.
O ranking nacional
O segundo lugar ficou com Jundiaí (71,80), seguida pelas também paulistas Oswaldo Cruz e Pompéia, empatadas com 71,76 pontos. Das 20 cidades com melhores índices, 13 estão no Sudeste, sendo 12 no Estado de São Paulo e 1 em Minas Gerais. Curitiba e Brasília são as únicas capitais presente na lista das melhores.
Entre as capitais, Curitiba lidera com 71,29 pontos, seguida por Brasília (70,73), São Paulo (70,64), Campo Grande (69,77) e Belo Horizonte (69,66). No extremo oposto, Porto Velho aparece com a menor nota entre as capitais: 58,59 pontos.
Desigualdades persistentes
O relatório, divulgado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), revela que o Brasil alcançou pontuação média de 63,40, indicando evolução sutil em relação a 2025. No entanto, as desigualdades entre regiões e municípios permanecem marcantes. A diferença entre a capital mais bem colocada (Curitiba) e a pior (Porto Velho) ultrapassa 12 pontos.
A dimensão “Oportunidades” registrou o menor resultado (46,82), com os piores desempenhos em Direitos Individuais (39,14), Acesso à Educação Superior (45,97) e Inclusão Social (47,22). Já “Moradia” obteve a maior pontuação média (87,95), seguida por “Acesso à Informação e Comunicação” (79,81).
O que explica o sucesso de Gavião Peixoto
O estudo classifica os municípios em nove grupos de desempenho. Entre 2025 e 2026, 754 municípios avançaram para grupos melhores, enquanto o número de cidades nas faixas mais baixas foi reduzido em 500. Gavião Peixoto, porém, se destaca por combinar tamaño pequeno com altos indicadores sociais — um padrão que se repete em cidades do interior paulista.
Analistas apontam que fatores como gestão pública eficiente, investimento em infraestrutura básica e proximidade com centros econômicos maiores contribuem para o desempenho de municípios menores no IPS. O contraste entre Duque de Caxias (RJ), com 57,87 pontos, e São Bernardo do Campo (SP), com 69,92, mostra que perfil econômico semelhante não garante qualidade de vida equivalente.
Impacto para o planejamento urbano
O IPS Brasil é usado como ferramenta de planejamento, avaliação de programas e aperfeiçoamento de políticas públicas. O índice também serve de bússola para investimentos sociais privados nos municípios. Para o consumidor e cidadão, os dados oferecem uma radiografia de onde as condições de vida são mais — ou menos — favoráveis no país.
Com a terceira conquista consecutiva, Gavião Peixoto se consolida como referência nacional em progresso social, provando que cidades pequenas podem alcançar resultados expressivos quando combinam gestão competente e investimentos estratégicos. No setor de tecnologia, a Adobe reuniu 70 ferramentas em plugin único no ChatGPT e a Etched dobrou seu valuation para US$ 21 bilhões.
